Lista de exercícios de Literatura – Gregório de Matos

assinar descomplica-enem-redação-nota-1000Estes são alguns exercícios de Literatura no enem para que você estude e melhore seu desempenho numa prova que avalia o aluno por completo e que ganhou peso de vestibular. Neste caso, vamos estudar um período bastante importante no Brasil e que influenciou decisivamente os período que o seguiram. Caso você tenha alguma dificuldade com este conteúdo, você pode estudar com aulas em vídeo. Hoje é a melhor opção para quem tem uma vida corrida e muitas vezes chega cansado à escola não aproveitando bem as aulas presenciais. Clique aqui e veja minha sugestão para estudar em casa.

Lista de exercícios de Literatura

O texto a seguir serve como referência para as questões 10 e 11.

(PISM I - Triênio 2007-2009)

Leia o poema abaixo, atentamente, e responda às questões 10 e 11.

AOS AFETOS, E LÁGRIMAS, DERRAMADAS NA AUSÊNCIA DA DAMA A QUEM QUEIRA BEM

Ardor em firme coração nascido;

Pranto por belos olhos derramado;

Incêndio em mares de água disfarçado;

Rio de neve em fogo convertido:

Tu, que um peito abrasas escondido;

Tu, que em um rosto corres desatado;

Quando fogo, em cristais aprisionado;

Quando cristal, em chamas derretido.

Se és fogo, como passas brandamente,

Se és neve, como queimas com porfia?

Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

Pois para temperar a tirania,

Como quis que aqui fosse a neve ardente,

Permitiu parecesse a chama fria.

MATOS, Gregório de. Sonetos líricos e satíricos.

QUESTÃO 10 (Descritor: Interpretar e extrair o tema de um texto.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Gregório de Matos – lírica-amorosa.

O tema que o poeta desenvolve neste poema é:

a) a crítica aos costumes da época.

b) as contradições do amor.

c) o temor e o respeito a Deus.

d) a realização do amor espiritual.

e) a supremacia do homem em relação a Deus.

QUESTÃO 11 (Descritor: Reconhecimento da principal figura de linguagem de um determinado período literário).

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Barroco / paradoxo.

A principal figura de linguagem que estrutura esse poema é o paradoxo. Em qual dos versos abaixo encontramos tal figura?

a) “Ardor em firme coração nascido”.

b) “Permitiu parecesse a chama fria”.

c) “Pois para temperar a tirania”.

d) “Mas ai, que andou Amor em ti prudente”.

e) “Tu, que em um rosto corres desatado”.

(PSS2009 – UFPB – 1ª série) Leia o texto, a seguir, para responder às questões 12, 13 e 14.

TEXTO I

O homem: o ser e o fazer

[...]

Veio o Filho de Deus do céu à terra a salvar o mundo; e sempre andava acompanhado, e seguido dos mesmos homens a quem veio salvar. Seguiam-no os Apóstolos, que eram doze; seguiam-no os Discípulos, que eram setenta e dois; seguiam-no as turbas, que eram muitos milhares: e quem era aqui o que servia, ou era servido? O mesmo Senhor o disse: [...]. Eu não vim a ser servido, senão a servir. E todos estes que me seguem e me assistem, todos estes que eu vim buscar, e me buscam, eu sou o que os sirvo a eles, e não eles a mim. Era Cristo mestre, era médico, era pastor, como ele disse muitas vezes. E estes mesmos são os ofícios em que servem aos gentios e cristãos aqueles ministros do Evangelho. São mestres porque catequizam e ensinam a grandes e pequenos, e não uma, senão duas vezes no dia; e quando o mestre está na aula ou na escola, não são os discípulos os que servem ao mestre, senão o mestre aos discípulos. São médicos porque não só lhes curam as almas, senão também os corpos, fazendo-lhes o comer e os medicamentos e aplicando-lhos por suas próprias mãos às chagas, ou às doenças, por asquerosas que sejam, e quando o médico cura os enfermos, ou cura deles, não são os enfermos os que servem o médico, senão o médico aos enfermos. São pastores porque têm cuidado de dar o pasto às ovelhas e a criação aos cordeiros, vigiando sobre todo o rebanho de dia e de noite: e quando o pastor assim o faz, e nisso se desvela, não são as ovelhas as que servem ao pastor, senão o pastor às ovelhas. Mas porque isto não serve aos lobos, por isso dizem que os pastores se servem.

[...]

VIEIRA, Padre Antônio. Sermões Escolhidos. Sermão da Epifania ou do Evangelho – VI. Org. e Coord. José Verdasca. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 171-172.

QUESTÃO 12 (Descritor: Ler e interpretar o sermão vieiriano.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Pe. Antônio Vieira – Sermões

O texto faz referência ao Filho de Deus cuja missão

a) restringia-se à atividade de pastor, uma vez que, vivendo no campo, precisava alimentar ovelhas e cordeiros.

b) voltava-se apenas para a cura de enfermos que lhe pediam socorro.

c) limitava-se ao ensino de crianças, de jovens e de adultos.

d) resumia-se à cura das almas, catequizando os cristãos.

e) direcionava-se para a salvação do mundo, exercendo, por vezes, o papel de catequizador, de médico e de vigia dos homens.

QUESTÃO 13 (Descritor: Ler e interpretar o sermão vieiriano.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Pe. Antônio Vieira – Sermões

No fragmento [...] e quem era aqui o que servia, ou era servido?”, a indagação tem o propósito de

a) reforçar a ideia de servidão dos discípulos.

b) definir a função dos apóstolos em relação ao Senhor.

c) afirmar que o Senhor veio à Terra para servir e ser servido.

d) solicitar ao público uma resposta imediata.

e) iniciar o questionamento acerca da missão do Senhor na Terra.

QUESTÃO 14 (Descritor: Ler e interpretar o sermão vieiriano.)

Nível de dificuldade: fácil.

Assunto: Pe. Antônio Vieira – Sermões

Com base na declaração do Senhor “Eu não vim a ser servido, senão a servir., é correto afirmar que Ele

a) dispensava qualquer ajuda dos seus discípulos.

b) reconhecia o seu poder, colocando-se acima de seus discípulos e apóstolos.

c) admitia ser servido, uma vez que era o Filho de Deus.

d) viera ao mundo para se doar aos homens, e não para receber favores.

e) sabia que os homens não tinham nada para oferecer-lhe.

 

gabarito dos exercícios

QUESTÃO 10

B

QUESTÃO 11

B

QUESTÃO 12

E

QUESTÃO 13

E

QUESTÃO 14

D

Coordenação motora – Atividades para imprimir

Estas são algumas atividades que tinha guardadas para distribuir nos grupos de que fazia parte no Facebook. Eu mantive por um bom tempo alguns grupos de apoio pedagógico nos quais trocava várias dicas e materiais interessantes para sala de aula. As atividades abaixo são ótimas como estimulação À coordenação motora. Imprima e use, proponha em sua escola ou, mais que isso, imprima para fazer com seus filhos. Esta é uma ótima atividade que você pode usar como jogo educativo.

atividades-coordenação-motora-educação-infantil (11)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (12)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (13)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (14)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (15)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (16)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (17)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (18)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (19)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (20)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (21)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (22)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (23)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (24)atividades-coordenação-motora-educação-infantil (25)

Revisão sobre substantivos - grau

estudarRevisar os tópicos de gramática é extremamente necessário nesses tempos em que se diz por aí que só interpretação de textos cai na prova do Enem. Isso não é tudo mentira, mas neste caso é preciso entender que a gramática contribui na interpretação. Estudar, por exemplo, aumentativo e diminutivo dos substantivo vai muito além de simplesmente classificar gramaticalmente a palavra. existem sentidos por trás da palavra que merece, neste caso, uma atenção maior. Você também pode usar este site para assistir vídeo-aulas sobre todos os conteúdos que abordo aqui no site.

Atividades revisionais de substantivo

Ela tem medo de quê?

Medo de animais, da morte ou de que os pais sumam para sempre. Toda criança, seja ela qual for, tem os seus medos – alguns absurdos; outros, nem tanto – eles devem ser respeitados. Mas há uma série de coisas que os pais podem (e devem) fazer para tentar, pelo menos, diminuir esse pânico.

Em primeiro lugar, é bom que estejam preparados para enfrentar temores que nem imaginavam existir, como, por exemplo, o pavor de ser engolido por um aspirador de pó, como aconteceu com o Bernardo, oito meses, filho de Marina. É ela quem conta: “ Eu o vi todo encolhidinho no berço, parecia assustado, com medo mesmo.” Receio que, aliás, é mais do que justificável: o barulho de um aspirador de pó é realmente assustador – principalmente para um bebê daquela idade.

Mesmo assim, Marina ficou surpresa com a reação do filho. “ Eu sei que não deveria me espantar. É natural que um bebê se assuste com um barulhão desses, mas eu não estava preparada para esse tipo de medo.

Marina também não estava preparada para o que sua filha Mariana, de seis anos, sentiu, quando a mãe engravidou. “Ela era uma menina muito tranqüila, até que, de uma hora para outra, começou a ter um comportamento muito estranho no colégio”, lembra. “ Ficava apavorada com tudo e não podia ficar sozinha de jeito nenhum. Eu nunca vou ter certeza, mas tudo indica que ela temia que minha gravidez, de alguma forma fosse uma ameaça.”É, pelo jeito, ela estava certa: foi só o bebê nascer e a insegurança de Marina desapareceu como por encanto.

Na verdade, o medo faz parte da experiência de vida de cada criança e reflete a preocupação crescente com o mundo que a rodeia. E ele não acaba, necessariamente, quando a criança cresce. Quer um exemplo? Quem de nós não conhece um adulto que não consegue andar de metrô ou, mesmo entrar em um elevador?

Alguns medos já nascem junto com o bebê. Há quatro que podem ser considerados como hereditários: do desconhecido, de animais, do perigo e da morte. É tarefa dos pais ajudarem os filhos a lidar com eles.

A verdade é que não é fácil lidar com eles, já que crianças dessa idade não sabem expressá-los.

Os pais devem estimular seus filhos a falar sobre seus medos. Quando o medo persiste por muito tempo e impede que a criança leve uma vida normal, provavelmente já virou fobia (medo excessivo). O melhor então é consultar um psicólogo.

(OLIVEIRA, Maria Amélia de Revista Pais e Filhos.)

SOBRE O TEXTO:

1 – O que é falso ou verdade sobre o texto? Justifique as questões falsas.

( ) Os medos desaparecem quando as crianças crescem.

( ) As crianças não sabem como expressar seus medos. Os pais devem estimulá-las a falar sobre isto.

( ) Os medos não nascem coma as crianças, São adquiridos depois, no decorrer da infância.

2 – Que exemplos dado no texto sugere que a insegurança pode provocar comportamento estranho diante de certos medos? Cite o parágrafo.

3 – Que tipos de medos podem ser herdados?

4 – No terceiro parágrafo há uma palavra que está no aumentativo. Qual é essa palavra? Qual o seu sentido de acordo com o texto?

5 – Às vezes, o substantivo é empregado no aumentativo ou no diminutivo não para indicar aumento ou diminuição, e sim para revelar carinho, ironia, desprezo ou outro sentimento. Observe as ilustrações e diga o que o substantivo destacado está indicando.

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6 – Que sentidos mostram os graus dos substantivos em negrito?

a) Paizão você é muito legal!

b) Você quer um pouco mais da farofinha?

c) Pare com esse barulhão minha filha!

d) Este casarão está mesmo caindo aos pedaços.

O padrão culto e popular da linguagem


Como você já deve ter percebido, o processo de comunicação efetiva-se num enunciado falado ou escrito. Portanto, distinguem-se duas modalidades para a interação social pela linguagem: a falada e a escrita.
Tanto na história da humanidade, como em nossa história individual, primeiro falamos, depois escrevemos. E mais: a modalidade falada é adquirida naturalmente, enquanto a escrita é aprendida. Na fala, o significante é sonoro (conjuntos de sons - fonemas - que representam uma ideia); na escrita, é gráfico (conjuntos de letras, representações gráficas dos sons da língua).
As modalidades falada e escrita têm características particulares na produção do enunciado, o que permite reconhecer marcas da escrita e marcas da oralidade.
http://queropassar.net/Essas características diferenciais são extremas, podendo existir acomodações de acordo com o tipo de gênero textual que se está produzindo e, ainda, de acordo com o registro empregado (coloquial ou padrão culto) na situação real de produção. Assim, em situações formais como na apresentação de um trabalho acadêmico, exige-se um texto falado de alta complexidade de planejamento e no registro do padrão culto, modalidade usada na redação do vestibular, por exemplo; numa aula expositiva, espera-se um texto falado planejado e no registro do padrão culto; numa conversa com um amigo, pressupõe-se um texto falado pouco planejado e no registro coloquial.
Conhecendo as marcas de cada modalidade, podemos avançar um pouco mais: nem todo texto falado pertence à modalidade falada e nem todo texto escrito pertence à modalidade escrita. Observem estes três exemplos significativos:
- o texto falado por um apresentador de telejornal é, via de regra, um texto que pertence à modalidade escrita: é previamente planejado, contínuo, apresenta estruturas sintáticas elaboradas; em outras palavras: tem todas as marcas da escrita e nenhuma marca da oralidade (na verdade, o texto é previamente escrito e, no ar, é lido pelos apresentadores);
- fala do professor Alfredo Bosi numa mesa-redonda sobre a obra de Machado de Assis, reproduzida em livro:
Não sei se devo fazer a pergunta que eu tinha preparado, porque acho que, do que foi dito aqui, muitas coisas ficaram em aberto, poderiam ser aprofundadas. Em todo caso, vou fazer essa pergunta e vocês responderão se quiserem, ou, se preferirem, poderão voltar às coisas que ficaram em suspenso nas intervenções anteriores.
BOSI, Alfredo et ai. Machado de Assis. São Paulo: Ática, 1982.
- Apesar de chegar ao leitor na forma escrita, trata-se evidentemente de um texto da modalidade falada, com suas marcas características.
- fragmento do romance Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade, em que ocorrem duas situações distintas: o texto do narrador com marcas da modalidade escrita e as falas de personagens com marcas da oralidade:
Esperou. Dona Laura mal respirava muito nervosa, não sabendo principiar.
- É por causa do Carlos... -Ah... Sente-se.
- Não vê que eu vinha lhe pedir, Fráulein, pra deixar a nossa casa. Acredite: isto me custa muito porque já estava muito acostumada com você e não faço má ideia de si, não pense! mas... Creio que já percebeu o jeito de Carlos... ele é tão criança!... Pelo seu lado, Fráulein, fico inteiramente descansada... Porém esses rapazes... Carlos...
ANDRADE, Mário de. Amar, verbo intransitivo. 10. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1984. p. 76.

Jogo para explicar o que é um labirinto

Os jogos online da atualidades estão evoluindo bastante quando o assunto é entretenimento educativo. Isso porque são diversos os jovens que veem nos jogos uma chance de aprender mais. Professores também estão de olho nessas tendências e levam para sala de aula os jogos que fazem seus alunos revisarem conceitos de sala de aula e até mesmo desenvolver projetos de pesquisa. Uma possibilidade de trabalhar com isso é ficar atento aos jogos da Mônica. este em especial eu vi um professor amigo usando quando falou sobre a Grécia antiga, os mitos e, em especial, Minotauro. O jogo é de labirinto e as possibilidades são múltiplas neste assunto.
Clique sobre a imagem para acessar o jogo. Como temos um site especializado nesse tema, queremos que você o conheça.
 

http://jogosdamonicajovem.com/cascao-na-casa-da-arvore/


http://jogosdamonicajovem.com/cascao-na-casa-da-arvore/
 

Figuras de linguagem que exploram a sonoridade

Tenho abordado em vários artigos o uso das figuras de linguagem, ou melhor, dos recursos sonoros na expressividade de um texto. Eu não tinha, no entanto, falado sobre as figuras de linguagem. É bastante importante que você não deixe de estudá-las. por meio da repetição do método e conhecimento das figuras é que na hora da prova de Literatura ou mesmo durante um exercício de interpretação de textos você não ficará perdido tentando lembrar daquilo que seu professor falou.

Bem, como eu disse, nos itens anteriores, observamos diferentes maneiras de explorar a sonoridade de um texto. Agora, analisaremos algumas figuras de linguagem, de uso já consagrado, que potencializam o ritmo, a musicalidade dos textos.

Figuras de Linguagem e a produção de textos


  • Onomatopeia: Consiste em passar um determinado som para a escrita; a onomatopeia transforma-se, assim, num processo de formação de palavras. As onomatopeias têm sua carga significativa na sonoridade e não no conceito, ou seja, valem apenas pelo significante. Leia, em voz alta, os dois fragmentos seguintes de Álvaro de Campos (um dos heterônimos do poeta português Fernando Pessoa) e perceba como ele explora ora a vibração do r, ora o estalado do t e do qu:
"Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!" (ode triunfai)
"Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de escrever." (Datilografia)


PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa - obra poética. 7. ed.Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1977.

No desenho, em primeiro plano, está o Arqueiro Verde pulando do alto do prédio do hospital e, ao fundo, envolto em sombras, o temível vilão Onomatopeia.



"Tic... Tac... O tempo corre contra Oliver Oueen. Blam! Um tiro na cabeça mandou seu filho, Connor Hawke, em estado grave para uma mesa de cirurgia. Chuff! O vilão Onomatopeia chegou ao hospital. Ping! Ele quer acabar o serviço que começou. Ciash! O Arqueiro Verde não vai permitir. E ainda: praticando tiro a longa distância, Oliver lembra-se de uma velha história que envolve um ser imortal e o disparo mais difícil de toda a sua vida."
Disponível em: <www.universohq.com/Ouadrinhos/2003/n2307200301.cfm>.



  • Aliteração: Consiste na repetição de fonemas para sugerir um som. Difere da onomatopeia na medida em que esta imita um som (tique-taque, r-r-r-r-r, etc); a aliteração é sugestão. Por exemplo, quando Caetano Veloso brinca com as palavras e escreve: "Amor morto motor da saudade". Explora, principalmente, a repetição do fonema consonantal vibrante representado pela letra r e do fonema consonantal bilabial representado pela letra m, sugerindo (e não imitando) o ronco de um motor. A aliteração não é tão evidente como a onomatopeia.

Observe os exemplos:

Perguntas & respostas
Paciente que sou de entrevistas, muita vez atendo a perguntas das mais estapafúrdias.
Por que está escrevendo a mão? Por que não usa a máquina?
- Porque o tic-tic, o toc-toc, ou o puc-puc da máquina me picota a cuca.
As entrevistadoras (eram umas menininhas) gostaram do estilo. Foi de propósito. Especialmente para elas.

QUINTANA, Mário. A vaca e o hipogrifo. Porto Alegre: LP&M, 1983. p. 113.

Quando o poeta cria uma palavra para imitar um som, está fazendo onomatopeia, como em tic-tic, toc-toc, puc-puc. Já quando ele escreve "máquina me picota a cuca", a combinação de determinados fonemas (/In/, /p/, /t/) sugere o som da máquina de escrever - isso é aliteração.

Leia em voz alta os seguintes versos e perceba a sonoridade resultante da repetição de certos fonemas:

No poema O Navio Negreiro, de Castro Alves:

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança

No poema Violões que choram, de Cruz e Souza.

Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

No poema Velho vento, também de Cruz e Souza.

Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
Leva ao longe este lamento,
Além do escárnio do mundo.


  • Assonância: Consiste na repetição de sons vocálicos. Veja este exemplo, no verso do poema "Garoa do meu São Paulo", de Mário de Andrade:
"Garoa do meu São Paulo, Timbre triste de martírios"


  • Eco: O eco consiste na repetição de um determinado som no final de palavras em sequência (difere, por exemplo, da rima: esta aparece de forma estruturada ao final de versos; já o eco é trabalhado no interior de uma frase ou de um verso). Mas, cuidado! O eco pode se constituir num defeito quando a sua sonoridade não tiver valor expressivo, como em"... dando seguimento ao acompanhamento do escalonamento, encerramos tal procedimento."
Como exemplo de uma repetição sonora bem trabalhada, transcrevemos um fragmento de texto do poeta baiano Gregório de Matos:

Que falta nesta cidade?........................Verdade
Que mais por sua desonra?.................Honra.
Falta mais que se lhe ponha?.............Vergonha.
(...)
E que justiça a resguarda?...................Bastarda.
É grátis distribuída?..............................Vendida.
Que tem, que a todos assusta?...........Injusta.


  • Paronomásia: Consiste na aproximação de palavras semelhantes no som, mas distintas na significação (parônimos) como no ditado popular "Quem casa quer casa.". Veja mais um exemplo:
Aquela que era moça no mar vira peixe mas peixe sem mexer, peixe que não nada. Nada!
O ditado popular brinca com palavras homófonas e homógrafas, mas de significado distinto: o primeiro casa é forma verbal do verbo casar; o segundo é substantivo. No poema de Olga Savary, também ocorrem palavras homófonas e homógrafas, de significado distinto: nada (forma do verbo nadar) e nada (pronome indefinido: coisa nenhuma).